O caminho para o sucesso – The road to success
Gosto muito dessa imagem.
Deixo aqui para termos um pouco de reflexão.
Gosto muito dessa imagem.
Deixo aqui para termos um pouco de reflexão.
11. A filosofia é um bom conselho. (Sêneca)
12. A sabedoria é o segredo da felicidade. (Juvenal)
13. A marca da sabedoria é ler corretamente o presente e marchar de acordo com a ocasião. (Homero)
14. Para mim, sábio não é aquele que proclama palavras de sabedoria, mas sim aquele que demonstra sabedoria em seus atos. (São Gregório)
15. É sempre possível aprender alguma sabedoria com um sábio. (Eurípedes)
16. Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida. (Blaise Pascal)
17. Felicidade: uma polpuda conta bancária, um bom cozinheiro e uma boa digestão. (Jean-Jacques Rosseau)
18. É fácil ganhar dinheiro, se é dinheiro que você deseja. No entanto, com poucas exceções, o que as pessoas querem não é o dinheiro. Querem o fausto, querem amor e admiração. (John Steinbeck)
19. Muitos dos que parecem estar lutando contra a adversidade são felizes; muitos, em meio a grande afluência, são totalmente infelizes. (Publius Cornelius Tacitus)
20. A vida feliz consiste na tranqüilidade da mente. (Cícero)
Colocarei algumas frases filosóficas e citadas por grandes nomes, que acho muito interessante e útil.
Em breve estarei colocando mais frases e posteriormente textos de grandes nomes da Filosofia.
01. É lícito afirmar que são prósperos os povos cuja legislação se deve aos filósofos. (Aristóteles)
02. O que é bom para o país é bom para a General Motors e o que é bom para a General Motors é bom para o país. (Charles Erwin Wilson)
03. Nada é mais simples do que a nobreza; na verdade, ser simples e ser nobre. (Ralph Waldo Emerson)
04. A sabedoria própria dos sábios consiste em uma extraordinária dose de bom senso. (Reitor W.R. Inge)
05. O maior patrimônio de uma nação é o espírito de luta de seu povo e a maior ameaça para uma nação é a desagregação desse espírito. (George B. Courtelyou)
06. Aquilo que na vida tem sentido, mesmo sendo qualquer coisa de mínimo, prima sobre algo de grande, porém isento de sentido. (Carl Gustav Jung)
07. Tudo tem seu tempo e até certas manifestações mais vigorosas e originais entram em voga ou saem de moda. Mas a sabedoria tem uma vantagem: é eterna. (Baltasar Gracián)
08. O perigo e o prazer andam de mãos dadas. (Provérbio Escocês)
09. A filosofia é o melhor remédio para a mente. (Cícero)
10. O ser humano não pode deixar de cometer erros; é com os erros, que os homens de bom senso aprendem a sabedoria para o futuro. (Plutarco)
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova. Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
Por Guiomar de Grammon
In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp. 71-3.
Veja um vídeo que fala deste texto: http://www.youtube.com/watch?v=57hum9zwjZc
“É bem sabido que, independentemente de nosso nível de educação, temos uma enorme tendência de acreditar que o futuro será róseo”
O ser humano é naturalmente otimista. É bem sabido que, independentemente de nosso nível de educação, temos uma enorme tendência de acreditar que o futuro será róseo. As pessoas superestimam sua longevidade e subestimam sua probabilidade de morrer. Acreditar que o Brasil é o país do futuro parece estar nos nossos genes.
Essa característica de nosso cérebro faz sentido biológico. Sem ela, provavelmente seria mais difícil sobreviver em um ambiente em que impera a competição e a seleção natural. Uma das características da depressão é exatamente a redução desse otimismo e uma dificuldade em imaginar que o futuro é promissor.
Por esse motivo, muitos neurologistas têm tentado descobrir em que área de nosso cérebro se origina o otimismo. Eles acreditam que essa tendência ao otimismo nada mais é que uma distorção sistemática da imaginação quando ela é aplicada a eventos que ainda estão por ocorrer, portanto no futuro.
Agora, parece que um grupo de cientistas conseguiu mapear no cérebro a região responsável pelo otimismo.
Voluntários foram colocados em uma máquina de ressonância magnética capaz de medir a cada instante a atividade de cada área do cérebro. Uma vez na máquina, eram instruídos a imaginar um evento no futuro ou relembrar um evento do passado.
Quando terminavam de imaginar, a máquina era desligada e eles respondiam a um questionário sobre o que haviam imaginado. O evento era positivo ou negativo? Parecia distante ou próximo ao presente? A pessoa estava muito ou pouco envolvida no evento? Nos eventos que se relacionavam ao passado, fossem eles negativos ou positivos, ambos geravam respostas semelhantes.
Nos relacionados ao futuro, sempre que o evento era positivo (vou ganhar um prêmio, vou me apaixonar), ele era mais intenso, imaginado mais perto do presente e a pessoa se via intimamente envolvida. Era o esperado, afinal somos otimistas.
Na última parte do experimento, a atividade cerebral dos voluntários durante o tempo que imaginavam um evento positivos no futuro (vou comer um pernil ótimo amanhã) era comparada com a atividade cerebral quando as pessoas imaginavam eventos positivos no passado (ontem comi um pernil ótimo), um pensamento negativo no futuro (o pernil que vou comer amanhã vai me dar diarréia) ou um pensamento negativo no passado (o pernil que comi ontem me fez vomitar).
O resultado é que sempre que a imaginação se dirigia para o futuro e focava em um pensamento positivo, duas regiões do cérebro eram ativadas de maneira específica: a região da amígdala e a parte anterior do córtex cingulado rostral.
Esses dados indicam que provavelmente é nessas partes do cérebro que se origina o otimismo. As duas regiões apresentam anomalias em pessoas afetadas por depressões profundas e pacientes com lesões nessas áreas tendem a apresentar depressão. Ficam incapazes de pensamentos otimistas.
Esse experimento é um bom exemplo de como aos poucos estamos descobrindo como nosso cérebro cria nossa mente. Afinal, da mesma maneira que o coração bomba sangue e o intestino digere os alimentos, a função do cérebro é criar e manter a mente.
Mais informações em: Neural Mechanisms Mediating Optimism Bias. Nature, volume 450, página 102, ano 2007.
Fernando Reinach é biólogo. Artigo publicado no “Estado de SP”.
(O Estado de SP, 15/11)
Platão – O Mito da Caverna
Texto extraído de “A República” de Platão . 6° ed. Ed. Atena, 1956, p. 287-291
Download do livro: Platão – O Mito da Caverna
Apolodoro e um Companheiro
APOLODORO
- Creio que a respeito do que quereis saber não estou sem preparo. Com efeito, subia eu há pouco à cidade, vindo de minha casa em Falero, quando um conhecido atrás de mim avistou-me e de longe me chamou, exclamando em tom de brincadeira: “Falerino! Eh, tu, Apolodoro! Não me esperas?” Parei e esperei. E ele disse-me: “Apolodoro, há pouco mesmo eu te procurava, desejando informarme do encontro de Agatão, Sócrates, Alcibíades, e dos demais que então assistiram ao banquete, e saber dos seus discursos sobre o amor, como foram eles. Contou-mos uma outra pessoa que os tinha ouvido de Fênix, o filho de Filipe, e que disse que também tu sabias. Ele porém nada tinha de claro a dizer.
Conta-me então, pois és o mais apontado a relatar as palavras do teu companheiro. E antes de tudo, continuou, dize-me se tu mesmo estiveste presente àquele encontro ou não.” E eu respondi-lhe: “É muitíssimo prováve1 que nada de claro te contou o teu narrador, se presumes que foi há pouco que se realizou esse encontro de que me falas, de modo a também eu estar presente. Presumo, sim, disse ele. De onde, ó Glauco?, tornei-lhe. Não sabes que há muitos anos Agatão não está na terra, e desde que eu freqüento Sócrates e tenho o cuidado de cada dia saber o que ele diz ou faz, ainda não se passaram três anos? Anteriormente, rodando ao acaso e pensando que fazia alguma coisa, eu era mais miseráve1 que qualquer outro, e não menos que tu agora, se crês que tudo se deve fazer de preferência à filosofia”. “Não fiques zombando, tornou ele, mas antes dize-me quando se deu esse encontro”. “Quando éramos crianças ainda, respondi-lhe, e com sua primeira tragédia Agatão vencera o concurso, um dia depois de ter sacrificado pela vitória, ele e os coristas. Faz muito tempo então, ao que parece, disse ele. Mas quem te contou? O próprio Sócrates? Não, por Zeus, respondi-lhe, mas o que justamente contou a Fênix. Foi um certo Aristodemo, de Cidateneão, pequeno, sempre descalço; ele assistira à reunião, amante de Sócrates que era, dos mais fervorosos a meu ver. Não deixei todavia de interrogar o próprio Sócrates sobre a narração que lhe ouvi, e este me confirmou o que o outro me contara. Por que então não me contaste? tornou-me ele; perfeitamente apropriado é o caminho da cidade a que falem e ouçam os que nele transitam.” [..]
Faça download do livro completo: Platão – O Banquete
Apologia de Sócrates
por Platão
Primeira Parte – Sócrates apresenta sua defesa
I
O que vós, cidadão atenienses, haveis sentido, com o manejo dos meus
acusadores, não sei; certo é que eu, devido a eles, quase me esquecia de
mim mesmo, tão persuasivamente falavam. Contudo, não disseram, eu
o afirmo, nada de verdadeiro. Mas, entre as muitas mentiras que
divulgaram, uma, acima de todas, eu admiro: aquela pela qual disseram
que deveis ter cuidado para não serdes enganados por mim, como
homem hábil no falar.
Mas, então, não se envergonham disto, de que logo seriam desmentidos
por mim, com fatos, quando eu me apresentasse diante de vós, de
nenhum modo hábil orador? Essa me parece a sua maior imprudência,
se, todavia, não denominam “hábil no falar” aquele que diz a verdade.
Porque, se dizem exatamente isso, poderei confessar que sou orador,
não porém à sua maneira.
Assim, pois, como acabei de dizer, pouco ou absolutamente nada
disseram de verdade; mas, ao contrário, eu vo-la direi em toda a sua
plenitude. Contudo, por Zeus, não ouvireis, por certo, cidadão
atenienses, discursos enfeitados de locuções e de palavras, ou
adornados como os deles, mas coisas ditas simplesmente com as
palavras que me vieram à boca; pois estou certo de que é justo o que
eu digo, e nenhum de vós espera outra coisa. Em verdade, nem
conviria que eu, nesta idade, me apresentasse diante de vós, ó cidadãos,
como um jovenzinho que estuda os seus discursos. E todavia, cidadãos
atenienses, isso vos peço, vos suplico: se sentirdes que me defendo
com os mesmos discursos com os quais costumo falas nas feiras, perto
dos bancos, onde muitos de vós tendes ouvido, e em outros lugares,
não vos espanteis por isso, nem provoqueis clamor. Porquanto, há o
seguinte: é a primeira vez que me apresento diante de um tribunal, na
idade de mais de setenta anos: por isso, sou quase estranho ao modo de
falar aqui. Se eu fosse realmente um forasteiro, seu dúvida,
perdoaríeis, se eu falasse na língua e maneira pelas quais tivesse sido
educado; assim também agora vos peço uma coisa que me parece justa:
permiti-me, em primeiro lugar, o meu modo de falar – e poderá ser pior
ou mesmo melhor – depois, considerai o seguinte, e só prestai atenção
a isso: se o que digo é justo ou não: essa, de fato, é a virtude do juiz,
do orador – dizer a verdade. [..]
Baixe o livro completo: Platao – Apologia de Socrates