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	<title>Renan Lima &#187; Max Gehringer</title>
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	<description>Um pouco do que gosto, faço e crio</description>
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		<title>GESTÃO EMPRESARIAL &#8211; Por Max Gehringer</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Feb 2008 12:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renan Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos e Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[administração]]></category>
		<category><![CDATA[GESTÃO EMPRESARIAL]]></category>
		<category><![CDATA[Max Gehringer]]></category>

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		<description><![CDATA[É um pouco longo mas vale a pena. Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas. Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>É um pouco longo mas vale a pena.</p></blockquote>
<p>Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas.<br />
Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes: &#8211; Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?</p>
<p>- No céu. &#8211; No céu?&#8230;<br />
- É. Tipo assim, o céu. Aquele com querubins voando e coisas do gênero.<br />
- Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.<br />
Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva.<br />
Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu: &#8211; Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.<br />
- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?<br />
- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.<br />
- Assim? (&#8230;)<br />
- Pois não?</p>
<p>A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho: &#8211; Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e&#8230;</p>
<p>- Executiva&#8230; Que palavra estranha. De que século você veio?<br />
- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo “executivo&#8221;?<br />
- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.<br />
Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.<br />
- Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um up-grade na produtividade sistêmica.<br />
- É mesmo?<br />
- Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?<br />
- Ah, não sabemos.<br />
- Headcount, então, não deve constar em nenhum versículo, correto?<br />
- Hã?<br />
- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.<br />
- Que interessante&#8230;<br />
- Depois, mais no médio prazo, assim que os fundamentos estiverem sólidos e o pessoal começar a reclamar da pressão e a ficar estressado, a gente acalma a galera bolando um sistema de stock option, com uma campanha motivacional impactante, tipo: &#8220;O melhor céu da América Latina&#8221;.<br />
- Fantástico!<br />
- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização de um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.<br />
- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista&#8230; Ele existe, certo?<br />
- Sobre todas as coisas.<br />
- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.<br />
- Incrível!<br />
- É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um turnaround radical.<br />
- Impressionante!<br />
- Isso significa que podemos partir para a implementação?<br />
- Não. Significa que você terá um futuro brilhante&#8230; Se for trabalhar com o nosso concorrente.<br />
Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno&#8230;</p>
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		<title>O sucesso consiste em não fazer inimigos</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2007 19:11:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renan Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos e Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Max Gehringer]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[vida profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras. Regra número 1: colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras.</p>
<p><em><strong>Regra número 1:</strong></em> colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de  uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais  cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: se você estendeu a mão  para cumprimentar alguém em 1997 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2007.</p>
<p><em><strong>Regra número 2:</strong></em> A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto  prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.</p>
<p><em><strong>Regra número 3:</strong></em> Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, <script> D(["mb","\u003c/font\>\u003c/div\>\n\u003cdiv\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>amigo. mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. \u003c/font\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de\u003c/font\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>\n alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga \u003c/font\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender. \u003c/font\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>\nDurante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um \u003c/font\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso \u003c/font\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>\nparece ótimo. mas não é. A "Lei da Perversidade Profissional" diz que, no \u003c/font\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais poderá \u003c/font\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>\najudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.\u003c/font\>\u003c/div\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>\u003c/font\>\u003cbr\>\n\u003cdiv\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso \u003c/font\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz \n\u003c/font\>\u003c/div\>\n\u003cdiv\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que tem \u003c/font\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>boa memória.\u003c/font\>\u003c/div\>\n\u003cdiv\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>\u003c/font\> \u003c/div\>\n\u003cdiv\>\u003cfont face\u003d\"trebuchet ms\" size\u003d\"4\"\>Max Gehringer, colunista da revista Época.\u003c/font\>\u003c/div\>\u003c/blockquote\>\u003c/blockquote\>\u003c/font\>\u003c/span\>\u003c/blockquote\>\u003cspan\>\u003cbr\>\n\u003chr\>\nReceba GRÁTIS as mensagens do Messenger no seu celular quando você estiver offline. Conheça o MSN Mobile! \u003ca href\u003d\"http://mobile.live.com/signup/signup2.aspx?lc\u003dpt-br\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>\nCadastre-se já!\u003c/a\>\u003c/span\>\u003c/blockquote\>\u003c/div\>\u003c/blockquote\>\u003c/span\> \u003cspan\>\u003cbr\>Vanessa Ramos",1] );  //--></script>durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de  alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.  Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso  parece ótimo. mas não é. A &#8220;Lei da Perversidade Profissional&#8221; diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais poderá  ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.<br />
Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz</p>
<p>coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que tem boa memória.</p>
<blockquote><p><em>Max Gehringer, colunista da revista Época.</em></p></blockquote>
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