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Ler deveria ser proibido

Posted on the novembro 19th, 2007 under Filosofia by Renan Lima

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova. Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Por Guiomar de Grammon

In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp. 71-3.

Veja um vídeo que fala deste texto: http://www.youtube.com/watch?v=57hum9zwjZc

A origem do otimismo – Por Fernando Reinach

Posted on the novembro 16th, 2007 under Filosofia by Renan Lima

“É bem sabido que, independentemente de nosso nível de educação, temos uma enorme tendência de acreditar que o futuro será róseo”

O ser humano é naturalmente otimista. É bem sabido que, independentemente de nosso nível de educação, temos uma enorme tendência de acreditar que o futuro será róseo. As pessoas superestimam sua longevidade e subestimam sua probabilidade de morrer. Acreditar que o Brasil é o país do futuro parece estar nos nossos genes.

Essa característica de nosso cérebro faz sentido biológico. Sem ela, provavelmente seria mais difícil sobreviver em um ambiente em que impera a competição e a seleção natural. Uma das características da depressão é exatamente a redução desse otimismo e uma dificuldade em imaginar que o futuro é promissor.

Por esse motivo, muitos neurologistas têm tentado descobrir em que área de nosso cérebro se origina o otimismo. Eles acreditam que essa tendência ao otimismo nada mais é que uma distorção sistemática da imaginação quando ela é aplicada a eventos que ainda estão por ocorrer, portanto no futuro.

Agora, parece que um grupo de cientistas conseguiu mapear no cérebro a região responsável pelo otimismo.

Voluntários foram colocados em uma máquina de ressonância magnética capaz de medir a cada instante a atividade de cada área do cérebro. Uma vez na máquina, eram instruídos a imaginar um evento no futuro ou relembrar um evento do passado.

Quando terminavam de imaginar, a máquina era desligada e eles respondiam a um questionário sobre o que haviam imaginado. O evento era positivo ou negativo? Parecia distante ou próximo ao presente? A pessoa estava muito ou pouco envolvida no evento? Nos eventos que se relacionavam ao passado, fossem eles negativos ou positivos, ambos geravam respostas semelhantes.

Nos relacionados ao futuro, sempre que o evento era positivo (vou ganhar um prêmio, vou me apaixonar), ele era mais intenso, imaginado mais perto do presente e a pessoa se via intimamente envolvida. Era o esperado, afinal somos otimistas.

Na última parte do experimento, a atividade cerebral dos voluntários durante o tempo que imaginavam um evento positivos no futuro (vou comer um pernil ótimo amanhã) era comparada com a atividade cerebral quando as pessoas imaginavam eventos positivos no passado (ontem comi um pernil ótimo), um pensamento negativo no futuro (o pernil que vou comer amanhã vai me dar diarréia) ou um pensamento negativo no passado (o pernil que comi ontem me fez vomitar).

O resultado é que sempre que a imaginação se dirigia para o futuro e focava em um pensamento positivo, duas regiões do cérebro eram ativadas de maneira específica: a região da amígdala e a parte anterior do córtex cingulado rostral.

Esses dados indicam que provavelmente é nessas partes do cérebro que se origina o otimismo. As duas regiões apresentam anomalias em pessoas afetadas por depressões profundas e pacientes com lesões nessas áreas tendem a apresentar depressão. Ficam incapazes de pensamentos otimistas.

Esse experimento é um bom exemplo de como aos poucos estamos descobrindo como nosso cérebro cria nossa mente. Afinal, da mesma maneira que o coração bomba sangue e o intestino digere os alimentos, a função do cérebro é criar e manter a mente.

Mais informações em: Neural Mechanisms Mediating Optimism Bias. Nature, volume 450, página 102, ano 2007.

Fernando Reinach é biólogo. Artigo publicado no “Estado de SP”.
(O Estado de SP, 15/11)

Letras, números e dígitos – Por Nelson Motta

Posted on the novembro 16th, 2007 under Textos e Pensamentos by Renan Lima

“Nenhum escritor se incomoda se um grupo se junta para imprimir o livro e o roda de mão em mão, não para ganhar dinheiro, mas para dividir o prazer da leitura”

Nelson Motta é colunista da “Folha de SP”.

Na era digital, as transferências de arquivos têm sido o inferno e o purgatório para a indústria da música e do cinema, mas podem ser um paraíso para os livros. Meus editores vão ficar de cabelos em pé, mas, por mim, colocava o texto completo de meu novo livro na internet, um mês depois do lançamento, sem medo de ser feliz.

Discuti o assunto com uma grande autoridade, se não em letras, mas em números, o velho amigo Paulo Coelho. Ele me disse que ia oferecer os cinco primeiros capítulos de seu novo livro on-line. E mais, que adoraria se um hacker colocasse o texto completo na internet: isso só beneficiaria a promoção e as vendas do seu livro.

Não é preciso ser mago ou profeta para chegar a essa conclusão, basta ser craque em marketing. Fizemos algumas projeções das possíveis conseqüências dessa liberação dos livros.

Os avarentos vocacionais ou os manés viciados em boca-livre, que poderiam comprar o livro, mas preferem ler de graça, teriam castigo cruel: ler 400 páginas em uma telinha, ou pior, imprimir o tijolaço pode levar horas e custar até mais, em tempo e material, do que o livro. Sem capa, sem fotos, só o texto cru.

Mas, para quem quer muito ler o livro e não tem R$ 40 para pagar por ele, como a grande maioria dos brasileiros, seus problemas acabaram: não dá para levar para a cama ou para a poltrona, mas ler na tela do computador é melhor do que não ler nada.

Nenhum escritor se incomoda se um grupo se junta para imprimir o livro e o roda de mão em mão, não para ganhar dinheiro, mas para dividir o prazer da leitura, criando o “boca a boca” que vai ajudar o livro a vender nas livrarias, bancas de jornais, supermercados …
Mais do que vender livros, a maior alegria do escritor é ser lido.

(Folha de SP, 16/11)

Leitura dinâmica

Posted on the novembro 8th, 2007 under Livros by Renan Lima

A Leitura dinâmica é uma técnica utilizada para ler com mais rapidez e mesmo assim obter o entendimento claro.

Há diversos treinamentos para se aprimorar nesta técnica e um site chamado Mania de leitura que está vendendo um curso de treinamento de leitura dinâmica.

Um amigo aqui do trabalho comprou este curso. Eu estava vendo com ele e achei muito interessante. O impressionante é que há níveis de treinamento, é super organizado e realmente você passa a ler com mais rapidez.

Tem um exercício que gostei muito

O software mostra cerca de 150 palavras divididas em 3 colunas, o programa mostra uma palavra específica e você tem alguns poucos segundos(cerca de 3 segundos) para achar esta palavra na multidão de todas as outras.

A primeira vez que eu fiz, meus olhos foram diretamente para o centro, depois para a direita, depois para o centro de novo e o tempo acabou sem eu encontrar a tal palavra pedida. :(

Na medida que eu ia fazendo o exercício fui pegando a malícia e meus reflexos pareciam estar mais apurados.

A dica para este exercício é que você tem um segundo para olhar em cada coluna.

É muito interessante este curso, mas acredito ter conteúdo deste tipo na web. Caso não encontre, vale apena comprar este curso.

Eu acredito que na medida que você ler livros, sua leitura vai se tornando mais rápida. Eu costumo dizer que todos os comportamentos humano são hábitos, então se você tem o costume(hábito) de ler muito, sua velocidade de leitura vai crescendo na mesma proporção.

Link direto para o programa: www.japiassu.com.br/maniadeleitura/leitdin2.htm

Os Meus Segredos

Posted on the novembro 6th, 2007 under Filosofia by Renan Lima

Todo ser humano tem direito e necessidade de um lugar especial. Um lugar só seu, onde possa interagir com suas fantasias, seus desejos, seus medos, suas raivas. Onde tenha direito de errar, fracassar, reorganizar, desistir e recomeçar. Lugar em que tudo é entendido, sem censura, sem castigo e sem nada a dever. Onde possa mostrar-se como é, com todos seus sonhos, suas perversões.

Ao longo da vida vamos armazenando em uma pastinha chamada “Os Meus Segredos”, conteúdos especiais: alegres, tristes, difíceis, utópicos, perversos, etc, que vão se acumulando lá, ocupando espaço e interagindo silenciosamente com nossas ações do dia a dia.

Um exemplo clássico e que com certeza muitos já vivenciaram é quando encontramos alguém na rua, falamos com ela, soubemos que a conhecemos, porém não lembramos de seu nome. Claro que soubemos, porém algum mecanismo de defesa entrou em ação.

Nome da pessoa = nome + fato ocorrido com o nome e você + seus sentimentos em relação(raiva, medo, culpa).O nome pode ser coincidente com o nome daquela pessoa e ai o conteúdo é acionado e prontamente bloqueado. Bem, agora ficou dois conteúdos, um inicial desencadeante do fato e este novo sobrepondo o fato. Os arquivos de minha pasta de segredos aumentaram, ocupando mais espaço em minha memória.

A cada dia anexamos mais e mais arquivos e nossa memória vai ficando cada vez mais carregada. A cada nova ação fica mais difícil interagir com tantos conteúdos e o resultado não é o melhor, ou como esperávamos.

Excluir os arquivos?
Por certo tempo pode parecer que esteja resolvido, mas eles continuam lá, somente escondidos, mas latentes.

Negar sua existência, “deletar”,”esquecer”, engano vai para a lixeira, mas continua lá.
Na vida não deletamos nossas lixeiras, mas sim reciclamos e as transformamos em um novo produto.
Aparte a linguagem figurada, as metáforas.Os sentimentos que envolvem cada fato de nossa vida e como eu os entendi e os elaborei é que determinam meus dias é que determinam meus dias e conseqüentemente meus sucessos e minhas desistências.

Assegurar um momento somente meu, onde eu possa rever meus segredos é reciclar minha lixeira.

Por Elisabete Bukascki

O sucesso consiste em não fazer inimigos

Posted on the outubro 31st, 2007 under Textos e Pensamentos by Renan Lima

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras.

Regra número 1: colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1997 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2007.

Regra número 2: A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3: Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender. Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. mas não é. A “Lei da Perversidade Profissional” diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais poderá ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.
Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz

coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que tem boa memória.

Max Gehringer, colunista da revista Época.

Enchergando outros caminhos.

Posted on the outubro 31st, 2007 under Filosofia by Renan Lima

Um pássaro certo dia estava voando, quando se deparou com uma cobra, ele pousou em uma árvore e observou aquela cobra, ela não conseguia subir na árvore, o pássaro ao olhar para cobra tentando subir na árvore, começou a se desesperar e bater as asas, seu coração ficou tão acelerado com a sua ansiedade e seu desespero que o pássaro acabou enfartando e caindo na boca da cobra.

Você é como um pássaro, tem asas pra voar para qualquer caminho que esteja aberto, mas às vezes por ansiedade, medo ou desespero acaba se entregando na boca de uma cobra.

Recebi esse texto de um amigo.
Fernando Araujo, obrigado!

Desafio: McGyver x Jack Bauer x Capitao Nascimento

Posted on the outubro 31st, 2007 under Textos e Pensamentos by Renan Lima

Um dia quiseram ver quem era o melhor… Soltaram um coelho na floresta e quem o encontrasse em menos tempo, seria o vencedor.

O primeiro a tentar foi o McGyver, que pegou uma moeda de 5 centavos no chao, um graveto, uma pedra e entrou na floresta.

Demorou 2 dias pra construir um detector de coelhos e, no terceiro dia,

McGyver voltou com o coelho.

O segundo a tentar foi o Jack Bauer. Ele entrou correndo na floresta e 24 horas depois apareceu com o coelho. Pediu desculpas porque teve que desarmar 5 bombas nucleares, recuperar 15 armas quimicas, escapar de um navio cargueiro que ia para China e matar 100 terroristas para chegar ate o coelho.

O terceiro a tentar foi o Cap. Nascimento. Se ele demorasse menos de 24 horas, ele seria o melhor. No que ele respondeu:

- Ta de sacanagem comigo 06? Cê ta de sacanagem comigo? Você é um fanfarrão 06! Você acha que eu tenho um dia inteiro pra perder com essa porra de brincadeira 06? Tu é mo-le-que!

MO-LE-QUE 06!!!

Então Cap. Nascimento resolve entrar na floresta e em menos de 5 minutos saíram da mata: 300 coelhos, 20 jaguatiricas, 50 jacares, 1000 paca-tatu-cotia-nao, o Shrek e o monstro fumaça do Lost todos espancados, sangrando e gritando ao mesmo tempo: “Eu sou o coelho! Eu sou o coelho!!!!”

Em seguida, Cap. Nascimento solta mais um grito:

- 07, traz a 12!

Nisso sai o Bin Laden correndo da floresta!!!